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Busca interna ruim pode fazer o cliente desistir da sua loja virtual

O cliente entra em uma loja virtual, procura um produto e recebe a mensagem “Nenhum resultado encontrado”. O problema é que o produto existe. Talvez esteja cadastrado com outro nome, o consumidor tenha cometido um pequeno erro de digitação ou usado um termo diferente daquele previsto pelo sistema. Para a loja, é uma falha de busca. Para o cliente, a interpretação é simples: “não tem o que eu procuro”. E, em poucos segundos, ele pode continuar a pesquisa em outro e-commerce.

A busca interna costuma receber menos atenção que vitrines, banners e páginas de produtos, mas se torna especialmente importante em lojas com catálogos extensos. O consumidor que utiliza a pesquisa já demonstra uma intenção mais específica: ele não quer apenas navegar, quer encontrar algo. Uma boa estrutura de e-commerce precisa facilitar esse caminho.

O cliente não pesquisa como a loja cadastra os produtos

Uma empresa pode cadastrar um produto como “Tênis Masculino Running Performance X200”, enquanto o consumidor pesquisa “tênis para corrida”, “tênis esportivo”, “X200” ou “tênis running”. Embora a intenção seja semelhante, uma busca muito rígida pode entregar resultados completamente diferentes para cada termo.

O mesmo acontece com singular e plural, acentuação, abreviações, nomes populares, marcas e modelos. Em segmentos técnicos, há ainda consumidores que pesquisam diretamente pelo SKU ou código do fabricante. O cliente não deveria precisar conhecer a lógica utilizada pela empresa para cadastrar o catálogo. É a busca que precisa aproximar a linguagem do consumidor dos produtos disponíveis.

“Nenhum resultado” não precisa encerrar a compra

Nem toda pesquisa sem resultado significa que o produto não existe. O sistema pode não reconhecer um erro de digitação, um sinônimo ou uma característica que está cadastrada em outro campo. Se alguém pesquisar “notbook”, por exemplo, a loja pode sugerir “notebook” em vez de simplesmente apresentar uma página vazia.

Uma busca eficiente pode considerar:

  • erros simples de digitação;

  • sinônimos e termos relacionados;

  • marca e modelo;

  • SKU ou referência;

  • características dos produtos.

Mesmo quando a loja realmente não possui o item pesquisado, a experiência pode continuar. Produtos semelhantes, categorias relacionadas ou alternativas compatíveis ajudam o consumidor a encontrar outro caminho. A mensagem “nenhum resultado encontrado” deveria ser utilizada somente depois que o sistema tentou entender o que aquela pessoa estava procurando.

Encontrar produtos também depende de um catálogo bem organizado

Nem sempre o problema está na tecnologia da busca. Um catálogo inconsistente também dificulta a apresentação de resultados relevantes. Produtos com títulos pouco claros, atributos incompletos, categorias incorretas e informações cadastradas de maneiras diferentes tornam a pesquisa menos eficiente.

Esse problema cresce junto com a loja. Em um catálogo com 50 itens, algumas inconsistências podem passar despercebidas. Em outro com milhares de produtos, elas começam a afetar pesquisa, filtros e navegação. Por isso, um projeto de desenvolvimento de site e loja virtual precisa considerar tanto a experiência apresentada ao consumidor quanto a estrutura utilizada para organizar os produtos.

Busca, filtros e ordenação precisam trabalhar juntos

Encontrar 300 produtos também pode ser uma experiência ruim. Depois da pesquisa, o consumidor precisa conseguir reduzir os resultados até chegar às opções relevantes. É nesse momento que filtros de preço, marca, tamanho, cor, disponibilidade ou características técnicas passam a fazer diferença.

Os filtros devem acompanhar o tipo de produto vendido. Em moda, tamanho e cor são fundamentais. Em eletrônicos, capacidade e fabricante podem ser mais úteis. Em autopeças, modelo, ano e motorização podem determinar se o produto serve ou não. A ordenação complementa esse processo ao permitir visualizar menor preço, lançamentos, produtos populares ou resultados mais relevantes. Uma boa busca não é aquela que simplesmente encontra muitos itens, mas aquela que coloca as melhores opções mais perto do cliente.

As pesquisas dos clientes também são dados importantes

Tudo o que é digitado na busca interna pode ajudar a empresa a entender melhor a demanda. Se muitas pessoas procuram um produto que não existe no catálogo, pode haver uma oportunidade comercial. Se um item está disponível, mas determinada pesquisa retorna zero resultados, talvez os consumidores estejam utilizando uma nomenclatura diferente da adotada pela loja.

Vale acompanhar principalmente os termos mais pesquisados, pesquisas sem resultados e buscas que geram poucas interações com os produtos apresentados. Esses dados podem orientar ajustes no catálogo, criação de sinônimos, organização das categorias e até decisões de estoque. Para quem trabalha o e-commerce dentro de uma estratégia de marketing digital, são informações valiosas sobre o comportamento do visitante depois que ele chega à loja.

Sua loja encontra o produto do jeito que o cliente procura?

Existe um teste simples: escolha alguns produtos do catálogo e tente encontrá-los sem utilizar exatamente os nomes cadastrados. Pesquise uma característica, erre uma letra, retire o acento, utilize um sinônimo, procure pela marca ou digite o SKU. Depois observe se o produto aparece, se os resultados fazem sentido e se os filtros ajudam a continuar a busca.

Quanto maior o catálogo, mais importante esse processo se torna. Uma empresa pode investir em anúncios, SEO e campanhas para levar consumidores até a loja, mas o próprio site precisa ajudá-los a encontrar aquilo que motivou a visita. Se o produto existe, mas a busca diz que não existe, para o cliente o resultado é praticamente o mesmo de não tê-lo no estoque.

Se sua empresa está planejando uma nova loja virtual ou precisa melhorar a estrutura de um e-commerce existente, entre em contato com a Raddar Digital.